O Rádio na minha Carreira.
No início dos anos 2000, conheci Paulo Sett, radialista, num programa da Rádio Tropical Solimões, em Nova Iguaçu.
Trocamos ideias sobre filosofia e acabamos nos conhecendo, quando me convidou a participar de seu programa.
A amizade cresceu e passei a tê-lo como um grande irmão da vida, e essa amizade estendeu-se aos filhos: Gustavo e Anny Luccard, uma jovenzinha que fazia Cinema e, portanto, tínhamos muito para trocar em longas conversas que varavam madrugada, numa época menos violenta, quando eu vinha caminhando pela Rua Francisco, até a Praça Seca para pegar o ônibus para Cascadura, e fazer baldeação para Campo Grande. Eu estava sem carro naquela época.
Paulo Sett acabou me convidando para fazer um programa sobre Cultura Cigana, Histórico, Culinária, Música etc.
Como eu nunca digo NÃO para a vida, atrevi-me na nova empreitada e lá fui eu para a Rádio Horizonte, todas as quintas-feiras, em princípio, num programa de duração de uma hora. Mas a audiência aumentou e esticamos para duas horas de Programa Ponto de Magia.
Eu levava convidados de origem cigana, falava sobre o histórico a respeito desse povo lindo e nômade (hoje nem tanto) e ainda sorteava prêmios. A Rádio Horizonte ficava naquela região entre Campinho e Praça Seca.
Foi assim que permaneci entre 2008 a 2010 com uma boa audiência na Rádio, sempre sendo convidado por outras rádios, para participar de algum evento, alguma entrevista.
Foi uma época muito boa em minha vida, apesar dos problemas terríveis com a saúde.
A amizade com o culto Paulo Sett permaneceu até a sua despedida desse planeta.
Em 2020, na pandemia da Covid-19, Anny Luccard fez a passagem e, talvez, esse desgosto tenha apressado a partida de Paulo Sett, um amigo querido, a quem devo anos felizes e de grandes lições humanas e meditativas.
O que sinto é saudade feliz, com lembranças de que conheci duas pessoas fantásticas e que deixaram muito de si para este planeta tão belo e complicado.
Uma curiosidade é que Paulo Sett montou a Rádio Digital-Rio, onde sua filha Anny produzia um programa sobre Contos Macabros, muito ao gosto da juventude da época.
Hoje, não há mais a rádio Digital-Rio, nem a Rádio Horizonte, nem a Tropical Solimões, aquela que recebeu tanta gente importante como Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Roberto Carlos no início de carreira e tantos outros ídolos.
Tudo se foi, mostrando como é a vida. O que vale é fazer agora e deixar um pouco de nós para a posteridade, sabendo que, com o tempo, nenhum resquício nosso será mais lembrado.


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