2021. UM ANO DE LIVROS E TROFÉUS. PLANOS TEATRAIS PARA O ANO SEGUINTE.
2021 chegou pesado, com várias mortes pela Covid-19, e com a diminuição com os cuidados sobre o afastamento social necessário. Estávamos mais equipados, com máscaras, porém ocupados com algumas necessidades que nos exigiam muito a ida ao mundo exterior às nossas casas.
A vacinação contra o Corona Vírus foi iniciada em janeiro e algumas repartições particulares e públicas retornavam à rotina, com uma mudança que até hoje achamos estranha ao nosso modo de vida anterior. Vários profissionais não transitavam mais nas ruas, pois adaptaram suas realidades para o Home Office. As empresas perceberam que era mais rentável, pois os gastos diminuíam muito. E, com isso, o centro da cidade do Rio de Janeiro, que era um formigueiro, muitas vezes lembrando Nova York, foi morrendo, morrendo, e hoje dá medo de andar na cidade. Pouquíssimas lojas abertas, com exceção do Saara, uma região onde judeus e árabes e povos de todas as nacionalidades convivem amigavelmente, com um comércio rico em vendas, devido os preços baixos. No mais, tudo acabou. Inúmeras lojas de instrumentos, infinitas livrarias, sebos, galerias, magazines, sapatarias, bares, restaurantes, tudo mesmo terminou. O que se vê é uma cidade fantasma, abandonada, extremamente perigosa a qualquer hora do dia e, principalmente, à noite.
Durante aquele ano terrível de pandemia, eu e a amada amiga Theresa Amayo planejávamos uma montagem de algum texto de Mario Brasini, seu falecido esposo.
Desde 2008, eu criara movimentos para manter a memória de Brasini viva, pois era uma homem memorável. Dramaturgo, Diretor, Ator, Cientista e o INVENTOR DO PONTO ELETRÔNICO.
Por conta de suas convicções políticas, Brasini e Theresa foram muito perseguidos na época do Governo Militar, de forma que não conseguiu patentear o Ponto Eletrônico. A família continua lutando para essa verdade, embora, no Brasil, tudo seja moroso e injusto.
Theresa Amayo tornou-se uma amiga muito íntima. Era doce, generosa, meiga, extremamente humana e preocupada com o social.
Em 2010, no dia do lançamento de sua biografia, a minha presença foi exigida por ela. Lá encontrei alguns amigos, como Rogério Fróes, Arthur Xexéo, Eva Todor, Beatriz Lira, Fada Santoro, Gracindo Junior, entre outros.
Foi ali que começamos a costurar a possibilidade de um trabalho juntos.
Sua generosidade era tanta, que num dos programas virtuais que fazia, ao lado do filho, fez menção ao livro Poemas Para Crianças de Todas as Idades, e ainda leu um poema meu. Na verdade, Theresa Amayo divulgou outro poema meu, que falava sobre o artista. Ela não sabia, acho que soube depois, através de uma antologia, mas o poema foi feito em sua homenagem.
Como as coisas ainda estavam estagnadas, resolvi prosseguir com o Troféu Raja Gabaglia, ofertando aos profissionais que contribuíram em chamadas de vídeo, nas aulas que eu ministrava através da tela, para os alunos durante 2020. Era o quarto ano do Troféu Raja.
Também entreguei Troféu CAA Campo Grande em Foco, para os artistas que divulgaram Campo Grande, com excelência, pelos meios virtuais, naquele tempo difícil.
Aos assíduos da Confraria dos Artistas Absurdos, presenteei com um Troféu a CAA.
Também tivemos dois troféus da Cia do Absurdos.
Enfim, foi um ano de troféus e livros.
Tivemos a 1ª Bienal da Editora Ascensão, na Casa Bosque, onde lancei presencialmente o meu primeiro livro de poemas: POEMAS PARA CRIANÇAS DE TODAS AS IDADES, que foi um sucesso!!!
Num espaço livre belíssimo, produzi oficina de pintura com desenhos que eu mesmo fiz para a criançada. Depois de brincadeiras, alguns livros foram presenteados aos pequenos. Aliás, presenteei todos, pois nada pior do que ver os olhinhos de uma criança desejando algo sem poder ter.
Também participei da Antologia ARTILHEIROS DA CULTURA EM PROSA E VERSO, pelo Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana.
Outro momento produtivo de 2021 foram duas 'lives' que fiz para os alunos do Colégio Estadual Professor Fernando Antônio Raja Gabaglia.
Fui convidado pela professor Carla Bayer, idealizadora do projeto.
Baseado nesse trabalho, com as minhas turmas de 3º ano do Ensino Médio, realizei o projeto EsperançAndo, para orientação de várias camadas profissionais. Assim, os convidados eram das profissões mais variadas, todas solicitadas pelos próprios alunos. Para esse trabalho, contei com o apoio das professoras Carla Bayer, Lêda Fidelis, Miriam Passarelles e Úrsula Sula.
Os profissionais representaram as seguintes atuações: Tradutor, Médica, Artista Plástica, Atletismo, Música e Advocacia, Odontologia, Polícia Militar, Biólogo, Fotógrafo, Guia de Turismo, Comissária de Bordo, Bombeiro, Designer Gráfico, Aeronáutica, Teatro/TV/Cinema.
Também lancei a 1ª ANTOLOGIA DA CONFRARIA DOS ARTISTAS ABSURDOS, em que cada confrade e confreira recebia 4 exemplares do livro, e ninguém pagava nada. Estava começando a perpetuar o nome de vários escritores no mundo literário.
A partir da Antologia, muitos se tornaram escritores producentes.
Uma perda muito difícil daquele ano foi o amado Paulo Roberto Nunes, caseiro do Colégio Estadual Professor Fernando Antônio Raja Gabaglia.
Paulinho era o meu braço direito, na época em que foi diretor adjunto da unidade, apesar de ter perdido seu braço num acidente, ainda jovenzinho.
Com apenas o 2º Grau, Paulinho era extremamente culto, pois estudava muito, lia muito, e entendia de qualquer assunto. Um homem divertido e íntegro.
Na 1ª Antologia da Confraria dos Artistas Absurdos, dedico-lhe um capítulo, repleto de respeito, amor, admiração e de muita saudade.
Abaixo, algumas fotos das pessoas que, posteriormente receberam seus exemplares e seus troféus.













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