2023. TROFÉU, LIVROS e LEOPOLDINA, de ANDRÉ FAXAS.
2023 foi um ano de consagração na Literatura, no reconhecimento da Confraria dos Artistas Absurdos e no Teatro.
A Confraria atuava desde 2019, trazendo novas parcerias em teatro, música, poesia, congregando inúmeros artistas de todos os segmentos, e Octavio Aragão já havia feito uma 'live' sobre esse movimento na Zona Oeste, tão distinto do que ele já presenciara, pois tudo era gratuito.
Assim, quando recebemos o Troféu Arte em Movimento, pelo reconhecimento do valor da Confraria, fiquei exultante.

Também foi um ano mais quatro lançamentos literários. Os dois livros de poemas continuavam vendendo e precisava lançar um livro de crônicas, com um país se fragmentando em polos extremistas por fanatismo político de ambos os lados.
Os estandartes oponentes levantaram imagens 'salvadoras' e o povo, até o dia de hoje, em 2026, ainda espera o 'Messias' em homens cujo histórico é inominável.
Logo depois, veio a necessidade de escrever mais livros, e assim, lancei CIDADE AUSENTE, um romance de mistérios; PUXANDO A CORTINA, com alguns textos teatrais de minha autoria, e EXTEMPORÂNEOS, meu primeiro livro de contos. Mais tarde falarei sobre cada um deles.
Em 2023, veio o espetáculo tão sonhado, LEOPOLDINA CAROLINA JOSEFA, A LIBERTADORA DO BRASIL, de André Faxas.
As duas primeiras apresentações ocorreram no Teatro Arthur Azevedo, com um sucesso estrondoso, onde a classe artística carioca teve curiosidade e muitos nos prestigiaram assistindo.
Reforçando plateia da Zona Oeste do Rio de Janeiro, para quem não pode assistir no Arthur Azevedo, levamos o espetáculo para o Teatro de Arena Elza Osborne, também em Campo Grande.
Ainda, naquele mês, fomos convidados para o Teatro João Caetano, no centro do Rio. Vários amigos meus, do Cinema e da TV foram nos prestigiar.
Em abril, retornamos à Zona Oeste, na Lona Cultural Sandra de Sá, em Santa Cruz, com algumas adaptações de cenário e marcações.
E, então, veio a glória total. Uma Companhia Teatral de Campo Grande se apresentando no Theatro Municipal. Sim, o Teatro do Ambulante iniciou um movimento grandioso na busca de reconhecimento dos grupos teatrais da Zona Oeste do Rio de Janeiro, com seu reconhecimento em revistas, jornais e rádios. Para todos os atores, foi um marco na carreira.
Naquele mesmo ano, Leopoldina se apresentou em Campos dos Goytacazes, no Theatro Trianon, mas eu não pude participar por conta de compromissos no magistério. Assim, fui brilhantemente substituído por Ricardo Góes.
Um dos presentes mais significativos para mim foi receber a minha CAIXA DO TESOURO.
Sim, tenho duas Caixas de Tesouros.
Numa, eu guardo miudezas recebidas, carinhos em cartas, pequenos objetos, tudo com o amor dos amigos.
A outra, foi um presente da Cia Teatro do Ambulante, quando precisei me ausentar do espetáculo. No que parecia ser o fim da parceria foi, na verdade, a entrada para a família Faxas. A caixa contém corações e círculos de madeira, escritos pelo elenco, com palavras carinhosas, no que seria uma despedida. O Teatro do Ambulante seguiu para Campos dos Goytacazes, mas eu não pude ir. Isso me matou. Era e é muito bom estar com essa trupe doida de pedra. Logo depois, cá estou com eles até hoje, já nesse finalizinho de 2026.
Em 2025, Leopoldina fez mais três apresentações no Teatro Mário Lago.
É um espetáculo de primeira grandeza, e que também me trouxe uma família teatral.
Naquele 2023, o Duo Suburbius retornou à Avenida, no Carnaval, defendendo a Sereno de Campo Grande.
Devido à empolgação, cantando e dançando na Avenida, acabaram me entrevistando pelo pique e vigor. Mal sabiam que eu estava acabado, com dores nos músculos e nas articulações, que chegam com a idade...
Mas foi um momento lindo também.
Em 2023, fiz a segunda orelha do romance O MIOLO, de Káthia Gregório, pela Editora Lura. Um livro deveras instigante.
Dos livros que lancei em 2023: POSTAGENS VIRTUAIS.
Meu terceiro livro e primeiro livro em prosa.
A capa foi um presente do magnífico Designer Gráfico e Escritor Octavio Aragão.
O livro traz textos que editei nas redes sociais, que me trouxeram muitas alegrias, mas também muita dor de cabeça, quando decodificar uma mensagem primária se tornou ofensa a quem não tem apreço nenhum pela leitura.Alguns chamam o livro de Crônicas Virtuais. Eu gostei do novo nome e aceito.
É um livro muito procurado, tamanha a força das mensagens.
Depois de dois livros de poemas e um de textos virtuais, que alguns chamam de crônicas, enveredei CIDADE AUSENTE, a quem o magnífico escritor Octavio Aragão chama de romance... rsrsrsr... (Dois amigos divergindo e, ainda assim, congregando na mesma disposição)...
Cidade Ausente traz a história de Suzana, menina que reside em Lugarejo, uma pequena cidade no interior do Brasil.
O mistério cresce conforme os núcleos vão surgindo, forçados a conviver num mesmo espaço por conta de algo inusitado que cobriu a cidade.
A trama passeia através de personagens do inconsciente folclórico de várias paragens brasileiras, e traz assuntos quase inexplorados sobre condições humanas de ser em essência.
A história é costurada por capítulos independentes, que completam um álbum de início, meio e fim, com possibilidades para novos rumos.
Esse foi o meu quarto livro, que grandes alegrias me trouxe, pois agradou bastante ao público jovem e também mais velho, que entendeu a proposta sutil da obra.
Como o anterior, Postagens Virtuais, essa obra também apresenta o talento de Octavio Aragão, criador da capa.
Aliás, Octavio Aragão foi o primeiro a ler a obra e, diante de seu entusiasmo e considerações, fui estimulado a publicar o livro, que também é um grande sucesso de vendas.
Mais uma vez, meu coração se enche de gratidão.
Puxando a Cortina traz vários esquetes de minha autoria, alguns premiados.
As orelhas ficaram por conta dos textos da magnífica escritora Káthia Gregório e da também magnífica Ana Angélica Ferrazi, responsável por mais essa obra literária.
EXTEMPORÂNEOS.
Nele, dou fala às mulheres emudecidas nas Histórias ditas Sagradas, escritas por homens imperfeitos.
A Sidonita, a Serva, a Anã, a Violentada, e até as personagens masculinas, de alma feminina, vítimas de uma processo escravista de 'fé' apontada por quem menos entendia sobre o Sagrado. Quase fui excomungado...rsrsrsr...
ASCENSÃO DAS ARTES VÁRIAS foi um momento de encontro dos confrades e confreiras da Confraria dos Artista Absurdos no Espaço Via Solidária. Foi uma manhã intensa de Artes Literárias, Musicais e Teatrais. Outra lembrança saborosa de 2023.
Em 2023 tornei-me membro do ICC - Instituto Campo-Grandense de Cultura.
Outro momento legal foi a noite de autógrafos que tivemos na UNIRJ, com os confrades e confreiras do ICC - Instituto Campo-Grandense de Cultura.
2023 marcou 420 anos e, ao lado de inúmeros escritores fui convidado para participar com a minha Literatura. Outra lembrança prazerosa...
O texto CHÁ DAS CINCO, devido à relevância e procedência, foi levado às Universidades, para discussão social a respeito da Perda da Identidade.
Dessa vez, Valleska Cabral, Inajara de Tanduí e Wilson Robert defenderam brilhantemente as personagens e, ao final do espetáculo, um debate instigante, com universitários procurando saber as motivações do autor para o texto e também como os atores viam a situação tão inusitada.
Tive participação na Antologia À SOMBRA DO CEDO DO LÍBANO, pelo Núcleo de Autores de Literatura Lusófona, Árabe e Libanesa do Clube Monte Líbano, RJ.
Outra honraria foi fazer parte do corpo de jurados no Festival LipSync do Centro Cultural Adeildo Duarte.
Para cada jurado, confeccionaram uma placa, repleta de carinho.
O meu presente está na estante dos Troféus, pois o valor carinhoso é o mesmo.



















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