1992. SUBÚRBIO PERDIDO.

 A década de 90 chegou sem qualquer expectativa. Eu morava na Tijuca, na Conde de Bonfim, e trabalhava em Campo Grande. Naquela época eu dirigia, mas nem sempre eu ia para o trabalho de carro. Usava muito o metrô e o trem para me locomover.


Em 1992, fui convidado para participar de um curta-metragem de Angela Fontanette. Aceitei feliz, pois não exigia muito tempo para ensaiar nem para filmar. Na verdade, quase não havia ensaio.


A única vantagem era ter contato maior com meus amigos da Zona Norte e da Zona Sul com mais frequência, e eu recebia muitos convites para peças, mas eu precisava recusar por conta da falta de tempo para ensaiar.



SUBÚRBIO PERDIDO foi filmado na Costa Verde, e trazia uma história fantástica sobre o sumiço da população da pequena vila, ficando apenas alguns moradores. Era uma época em que ainda se falava muito sobre a Usina Nuclear de Angra dos Reis. 


Foi um filme gostoso de fazer. E Sandra Souto estava, mais uma vez, comigo em filmagens. 


Sandra foi uma excelente atriz de teatro, cinema e também cantora maravilhosa.

Era uma companheira para todos os momentos. Eu a admirava muito, pelo destemor sobre as coisas da vida, que enfrentava sempre de cabeça erguida.

Sandrinha me ajudou muito a enxergar o mundo de forma mais maleável, sem tanta exigência e certezas absolutas.


 











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